A história do Enem parece mesmo não ter fim.
O ministro da Educação Fernando Haddad informou que a Advocacia Geral da União derrubou todas as liminares contra o SISU. Até mesmo aquelas que permitiam aos candidatos prejudicados verem suas provas do Enem. Os estudantes perderam o direito de ver a correção das provas e reclamar possíveis erros.
Haddad disse que não tem como fazer isto assim, tão rapidamente, que seria preciso preparação, digitalizar as provas, disponibilizá-las, um software para controlar tudo isto, a rede, os acessos e muito mais.
Ele só não disse que falta uma maior organização, maior responsabilidade e maior respeito para com os jovens brasileiros.
O ministro já disse que o ministério vai investigar todos os problemas ocorridos quanto ao SISU. Mas até agora não conseguiu explicar as redações zeradas. No boletim de desempenho os conceitos são mais do que vagos: Anulada, em branco, desconsiderada, estes são os motivos de redações as quais os estudantes que as fizeram não se conformam e afirmam, que fizeram sim, redações com mais de 7 linhas, sem rasura, sem nenhuma marca e boas redações.
Para se ter uma ideia do absurdo, “Em branco” é a redação sem nada escrito ou então que foi preenchida somente até a sétima linha. Estudantes que disseram terem escrito mais de 15 linhas tiveram sua redação classificada como “Em branco”.
O Brasil continua o mesmo, tratando os jovens como meros coadjuvantes na construção do país. São simples “fazedores de provas”.
Quando o Ministério da Educação, tiver o mínimo de educação e respeito com aqueles que são o futuro do país, quem sabe, consigamos ter um país melhor.















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