Principais Tipos De Investimentos E Como Aplicar Neles

Confira nossa lista dos principais tipos de investimentos existentes no mercado e veja qual melhor se adapta a seu caso

October 25, 2011 No Comments »

O mercado financeiro apresenta diversas opções de investimento, para satisfazer, desde o investidor mais cauteloso, até o mais ousado. Algumas dessas opções existem há muito tempo, mas só agora ganham destaque num cenário em que cada vez mais pessoas se dispõem a economizar dinheiro e planejar o futuro.

Quando alguém decide aplicar seu dinheiro, deve prestar atenção a três aspectos, presentes em qualquer tipo de investimento: o risco, a rentabilidade e a liquidez, que é a velocidade pelo qual o investidor pode se desfazer de seu investimento.

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Características dos principais tipos de investimentos

INVESTIMENTO RENTABILIDADE RISCO LIQUIDEZ
Ações Média Médio Alta
CDB/RDB Baixa Muito Baixo Média
Debêntures Média Baixo Média
Derivativos Muito Alta Muito Alto Alta
Moedas Média Alto Muito Alta
Fundos de Ações Alta Médio Alta
Fundos renda fixa Baixa Baixo Média
Fnds. multimercado Média Médio Média
Imóveis Média Baixo Baixa
Arte, antiguidades Baixa Médio Baixa
Ouro Média Médio Alta
Poupança Muito Baixa Muito baixo Muito alta
Prev. Privada Média Baixo Média
Títulos públicos Baixa Baixo Alta

Como aplicar nos diversos tipos de investimento

  • AÇÕES: o investimento em ações pode ser feito diretamente –através do chamado home broker (operação em casa), usando uma corretora como intermediadora ou ainda através de fundos de ações. Quem investe em ação precisa saber que as oscilações são comuns, e que todos os consultores recomendam a modalidade para quem tem sangue frio e sabe esperar uma crise passar. Assim, recomenda-se que o dinheiro investido em ações seja um montante com que o dono não precise contar em curto prazo. Com isso, fica mais fácil esperar a recuperação da queda de uma ação.
  • FUNDOS DE AÇÕES podem investir tanto em apenas um tipo de ação quanto em “cestas” –ações de várias empresas de um determinado setor ou tamanho. O tipo mais comum é o atrelado ao IBOVESPA –principal indicador da Bolsa de Valores do Estado de São Paulo. O IBOVESPA é uma “cesta” composta pelas ações mais negociadas na BOVESPA, com uma proporção equivalente a estas negociações.
  • DERIVATIVOS: trata-se de um investimento pouco recomendado para pessoas com pouca intimidade com o assunto. São ativos financeiros que derivam, integral ou parcialmente, do valor de outro ativo financeiro ou mercadoria. Sua variação é muito alta, fazendo com que o investidor ganhe ou perca toda a aplicação em pouco tempo. Investimentos deste tipo são realizados através de corretoras associadas à BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), onde são operados esses tipos de negócios. Um exemplo: no mercado de futuros, o investidor pode fechar um contrato de compra de laranjas por um determinado valor daqui, por exemplo, um mês. O ganho ocorrerá se, por motivos diversos, o preço da laranja disparar no mercado (consumo em alta, geadas em áreas produtoras, etc.), já que o investidor comprará pelo preço previamente combinado. Em compensação, pode perder dinheiro se o preço do produto no mercado cair.
  • TÍTULOS DE RENDA FIXA: o investimento nesses títulos pode ser feito através de instituições financeiras ou diretamente, no caso dos títulos públicos, através do Tesouro Direto. Os títulos de dívida (debêntures, notas promissórias e recebíveis, no caso das empresas; e títulos de dívida pública, no caso do poder público) e os atrelados ao CDB e ao RDB são os papéis de renda fixa mais comuns. Sua liquidez é relativa, dependendo de seus prazos. Mas, no mercado, é comum a negociação desses papéis enquanto eles não vencem, o que lhes dá maior liquidez. Seu rendimento também depende a quem está atrelado, mas normalmente a possibilidade de ganho é menor do que em investimentos de renda variável.
  • FUNDOS DE RENDA FIXA: são fundos cujo recurso aplicado é usado para investimentos em títulos de renda fixa. São feitos através de instituições financeiras, que normalmente usam o recurso em aplicações mais arriscadas, tomando para si os lucros ou perdas resultantes dessa operação.

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